Entrevista: Magda Regadas, autora da série “Teu Reino”

A autora Magda Regadas é umas convidadas da 1ª Bienal do Livro em Sete Lagoas. Durante o evento, a escritora lança a série “Teu Reino”.  A trilogia é composta pelos títulos: “ A Princesa”, “A Coroa” e  “O Trono”. Os leitores terão acesso aos dois primeiros livros na Bienal sete-lagoana . Conversamos com Magda para saber um pouco mais sobre o lançamento, os livros, seu processo de escrita e saber as expectativas para a 1ª Bienal de Sete Lagoas.  Acompanhe abaixo :

Metropoli: Por que você escreve? O que foi determinante para que você se tornasse uma escritora?

Mágda Regadas: A comunicação humana sempre me fascinou! Talvez por isso eu tenha me envolvido com a fonoaudiologia…( risos). E, você sabe, comunicação envolve palavras… Mas é bom eu deixar claro que sou fascinada com toda áurea que envolve um emissor e um receptor. Escrever para mim é eternizar a palavra. Estamos presos a um mundo criado pela palavra, julgado por palavras, um mundo que tem fome de palavras. Palavras dadas e palavras recebidas, palavras que tem poder, poder de enganar, ludibriar, poder de edificar e exaltar, palavras transmitem sentimentos…  Tão grande é a sua  importância que o homem criou uma forma de eterniza-la: a palavra escrita. Escrever é uma forma de se comunicar consigo mesma. Eu precisava disso, de conversar comigo mesma, precisava processar, colocar em ordem tudo o que carregava dentro de mim… Ai, passei a escrever. Foi assim, uma necessidade de “conversar e de se organizar”.

M: Você Dedica quanto tempo à escrita por dia?

MR: Sério? Não tenho uma resposta para isso (risos), penso que cada escritor tem seu estilo e cada época tem seu ritmo. No início (primeiro livro) eu escrevia durante horas, as vezes entrava madrugada adentro. Hoje sou diferente, eu paro de escrever por alguns dias, fico apenas lendo, depois volto releio o que escrevi e começo de novo. Tem tempo para escrever, tempo de parar de escrever! Mesmo estando no meio do livro, da pra entender? Às vezes é preciso mudar a rota, mudar o rumo, então é importante dar um tempo para amadurecer as ideias, avaliar o contexto… Posso passar dias ruminando um capítulo para depois voltar a escrever. Mas, de forma indireta entendo que tudo o que faço envolve o que vou escrever ou o que estou escrevendo, então isso ai deve dar umas 4 horas ligada no livro, seja escrevendo, lendo, pesquisando, pensando, amadurecendo, observando… Tudo isso é “escrever”.

M: Como surgem as ideias para escrever um livro?

MR: Gosto de citar Jorge Luis Borges: “O livro é uma extensão da memória e da imaginação”. Este é o resumo de tudo: Imaginação e Memória! Um livro é recheado do seu autor; é a mistura de algo que viu, viveu, ouviu e imaginou.

M: Algum autor (a) influenciou você mais do que outros?

MR: Sim! Vários, em várias fases da vida. Vou destacar um que foi determinante para o início da minha carreira como escritora: William P. Young autor do livro A CABANA. A forma como ele quebrou os paradigmas da imagem que temos da trindade me deu coragem de escrever o que já existia dentro de mim.

M: Você poderia recomendar três livros aos seus leitores, destacando o que mais gosta em cada um deles?

MR: Vou recomendar livros para quem está chegando ou voltando para a casa do Pai. São livros com temática cristã. Imagino que muitos, assim como eu, tem dificuldade em ler a Bíblia no início, então aprendi muito com livros de base bíblica, mas cuidado! Nada substitui o banquete daquela “Palavra”.

1) Um livro que impactou minha vida, no início da conversão foi: “Este Mundo Tenebroso” de Frank Peretti. “Este livro conta a história de uma das maiores batalhas espirituais já travadas pelos anjos de Deus contra os principados e potestades deste mundo tenebroso. O episódio tem seu início sob o céu e entre os habitantes da cidadezinha de Bascon, propagando-se em seguida por outros lugares. Essa tremenda batalha, durante a qual o Reino da luz luta contra o Reino das trevas, envolve Sally Roe, jovem solitária e fracassada, que subitamente torna-se vítima de uma trama maligna que tem como objetivo assassiná-la e fechar uma escola cristã. As experiências vividas por Sally traçam um quadro real de nossa época, um reflexo dos nossos fracassos, e uma vívida proclamação do poder vitorioso e redentor da cruz.”

2) Outro livro:  Maravilhosa GRAÇA – Philip Yancey discute por que os cristãos, chamados para espargir o aroma da graça, preferem emitir a fumaça cancerígena da ausência de graça. Para o autor, é preciso responder qual é a aparência de um cristão cheio de graça, em oposição à ausência de graça que “opera como um pano de fundo estático ao longo da vida das famílias, das nações e das instituições. Ela é, infelizmente, nosso estado humano natural!”. O autor oferece retratos fortes e verdadeiros da vida sob a graça — o poder que transforma.

3) Derrubando Golias de Max Lucado – “obra é baseada na história de Davi e Golias, quando o jovem hebreu venceu o gigante filisteu em uma batalha. Apesar de distante, este relato bíblico tem muito a ensinar. Afinal, todos têm um Golias em suas vidas e o conhecem muito bem. Mas, assim como Davi, qualquer um pode derrubar seu gigante. Para aqueles que já experimentaram a presença de um Golias, a mensagem do livro é clara: “Todos temos um gigante que assombra nossa vida. Mas se Davi derrubou Golias, você também pode derrubar seu gigante – por maior que ele seja”

M: Qual a sensação de lançar seu livro na 1ª Bienal de Sete Lagoas?

MR: Sempre um frio na barriga! Sempre uma alegria misturada com ansiedade, mas aqui é diferente… Além de tudo isso, por ser a primeira Bienal da cidade sinto que estamos rascunhando a primeira página de uma linda história que começa aqui, em 2018  e vai se alastrar por anos, caminhando juntas, a Bienal e eu, eu e a Bienal.

M: O que podemos esperar da série, ” Teu reino”?

MR: Um romance Cristão que retrata a constante busca pela intimidade contrapondo a religiosidade. Os desafios das escolhas, as paixões,  em meio as decisões, as consequências o perdão e o Rei das segundas chances.  A obra é traduzida como “ironia romântica”. Eu brinco com o  jogo de construção/descontração! Desconstrução da imagem, do perfeito, do merecimento e a reconstrução do paradigma princesa/plebeia. Somos produto dos Cinco sentidos, até o momento em que arriscamos ir além deles e então perceber que existe um arquiteto que desenhou o projeto humano e colocou nele estas cinco “portas” de entrada para percebermos o mundo. Na Série eu me auto represento, artisticamente, e no vai e vem dialético entre realidade e ficção o leitor fica preso, esperando por mais, mais dela, da protagonista, mais de sua romântica história de vida.

Por Rosimeire Anjos

Rosimeire Anjos é Publicitária, jornalista, redatora e locutora. Apaixonada por leitura e por comunicação !

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