Dia do escritor : Entrevista exclusiva com Caio Pacheco

Dia do escritor : Entrevista exclusiva com Caio Pacheco

Para comemorar o dia do escritor, a Metropoli traz uma entrevista exclusiva com o jornalista e escritor Caio Pacheco. Com dois livros lançados e uma muita experiência na área jornalística, ele conta suas inspirações e fala sobre suas obras. Acompanhe abaixo:

TV METROPOLI: Por que você escreve? O que foi determinante para que você se tornasse escritor?

CAIO PACHECO: Escrever liberta a alma e empresta sentido à vida.  O diálogo entre escritor e leitor reflete a realidade de múltiplos olhares sobre a vida. À medida em que cada página é lida, a vida é resignificada. Livros mudam vidas. Minhas origens me levam à infância. Cresci em um lar de livros. Meu pai, Vicente da Cunha Pacheco, levava muitas enciclopédias para casa. Eu tinha 8 anos. Devorava os livros! Aos 14, lia jornais junto ao meu pai. Foi um grande mestre e incentivador. Quero guardar até o último suspiro a criança de 8 anos que descobriu o mundo através da leitura. Daí para o Jornalismo, aos 21 e depois para a Literatura, aos 52, foram passos naturais. Escrever me faz viver. Os leitores são obras da natureza divina. Seres especiais.

TV M: Dedica quanto tempo à escrita por dia? :  Como surgem as ideias para escrever um livro?

CP: Normalmente, 12 horas. De duas formas. Uma, humana, baseada na razão que temos. A partir daí, escolho o tema que me atrai e desafia. Outro, como missão espiritual. O dom de escrever não é meu. Sou apenas instrumento.

TV M: Algum(a) autor(a) influenciou você mais do que outros?

CP: Um apenas não. Posso citar Fernando Morais (Olga), Roberto Drummond e Fernando Sabino, ambos pela mineiridade.

TV M: Quais os livros têm lançado?

CP: Entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019, lancei “Vidas de um repórter”, “Origens – Circuito das Grutas, da pré-história à Rota Lund” e “Pais e filhos, cartas de uma guerra” (Páginas Editora, BH).

TV M:  Como e onde encontrar seus livros?

CP: “Vidas de um repórter” e “Origens – Circuito das Grutas, da pré-história à Rota Lund” tiveram várias tiragens e todas elas vendidas. Agora, apenas sob encomenda diretamente comigo pelo e-mail jornalistacaiopacheco@gmail.com e mensagens para o WhatsApp (31) 99530-0668.  Já o livro “Pais e filhos, cartas de uma guerra”, romance que aborda a guerra civil na Síria e o caos humanitário, pode ser adquirido no site paginaseditora.com.br .

Angelo Gonçalves e Caio Pacheco.

TV M: Você poderia recomendar três livros aos seus leitores, destacando o que mais gosta em cada um deles?

CP: “Raízes”, do historiador Sérgio Buarque de Holanda para entender o processo de formação do povo brasileiro. “Brasil nunca mais”, escrito por Dom Paulo Evaristo Arns, sobre a ditadura militar de 1964, perseguição, tortura e morte no país. “Morcegos Negros”, do jornalista Lucas Figueiredo, sobre o esquema que envolveu o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, de seu ex – tesoureiro   PC Farias com a máfia italiana. Com a permissão, acrescento um de cabeceira: “O nome de Deus é misericórdia”, uma bela, suave e profunda entrevista com o Papa Francisco.

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