Xico Sá recebe equipe da Metropoli antes de “Sempre um Papo”

Xico Sá recebe equipe da Metropoli antes de “Sempre um Papo”

Autor destaca a importância da Literatura para a educação.

O  “Sempre um Papo” é um projeto de incentivo à leitura e divulgação de livros e autores. Com 30 anos de estrada,  visa e fomentar a cultura da leitura em nosso meio. Um bate-papo super produtivo com o escritor e jornalista, Xico Sá aconteceu na noite desta quinta –feira (22/6) em Sete Lagoas no Auditório da Uniffem. Além de debater sobre a importância da literatura , o escritor apresentou seu livro “A Pátria em Sandálias da Humildade” (Editora Realejo).

“Só agora reuni em livros o material de uma vivência. Estou trabalhando neste livro mais recente. O futebol é assunto debatido na esquina, no bar, em qualquer lugar. Por muito tempo o esporte foi e ainda é menosprezado na literatura. Temos poucos livros que abordam o tema. A universidade sempre rejeitou. Hoje a sociologia, a história, a filosofia começaram a olhar para esse fenômeno de massa, não apenas como um jogo que aliena. O livro aborda o futebol não em relação as suas técnicas, mas  vai além. O livro fala de como o futebol interfere na vida das famílias, quando o homem por exemplo, chega em casa depois que seu time perdeu o jogo, e é incapaz de fazer um carinho nos filhos, de dormir uma noite tranquila, de ter uma noite de sexo prazerosa. De como o funcionário chega no trabalho na segunda-feira e encontro o chefe de cara amarrada por que seu time perdeu no fim de semana.” Conta Xico Sá.

Foto: Alan Junio

O autor nos conta que é a segunda vez que participa do evento em Sete Lagoas e vê a proposta como oportunidade para fortalecer a cultura da leitura, incentivar jovens a se tornarem leitores e estabelecer uma relação entre escritores e leitores.

Foto: Alan Junio.

“O Sempre um papo já tem 30 anos de projeto. Gosto muito destes eventos. Estou sempre na estrada com os meus livros. A literatura está muito sucateada. O “Sempre um papo” ajuda a desmistificar a relação com a literatura e aproximar o autor. Mostra que a escrita é um ofício como qualquer outro. Tira essa “áurea” de chatice da literatura. Esse tipo de evento aproxima o leitor do autor. Você renova o laço, traz novos leitores. Infelizmente a educação no Brasil tem muitas falhas.  A leitura é vista como uma obrigação nas escolas e faculdades. Existe uma propaganda muito errada da literatura que afasta o interesse dos jovens. Muitas vezes as escolas adotam livros distantes do universo da criança ou do adolescente, ou apresenta um livro no momento errado para aquele jovem.  A literatura brasileira é uma delícia. Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade são excelentes leituras, quando apresentadas na fase certa. Os escritores têm um perfil pedagógico de apresentar a leitura como algo prazeroso e não maçante ou chato.” Explica o escritor.

 

Por Redação

 

 

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