A “Sismologia” é um ramo da geofísica responsável em estudar os sismos, ou seja, terremotos e demais abalos de terra, as suas causas e consequências. A Universidade de Brasília (UnB) conta um Observatório Sismológico que é de grande importância para o país e sua população.
Considerando os eventos de abalos de terra que tem ocorrido na região, o prefeito Marcio Reinaldo recebeu em seu gabinete, na manhã desta quarta-feira (4), os técnicos de sismologia da UnB, Juraci Mário de Carvalho e Adriano Botelho que vieram falar sobre a instalação de sismógrafos na região, com o objetivo de monitorar os referidos eventos. Também estiveram presentes o vice-prefeito Dr. Ronaldo João e o coordenador municipal de Defesa Civil, coronel Sílvio Augusto.
Vale informar que o sismógrafo é um aparelho que detecta os movimentos do solo, incluindo os gerados pelas ondas sísmicas. O técnico Juraci Carvalho conta que este é um trabalho que está sendo realizado de forma conjunta entre a UnB, a Universidade de São Paulo (USP) e a Prefeitura de Sete Lagoas, através da Defesa Civil. “O propósito é estudar estes tremores que vem acontecendo nesta região e então, colocamos três sismógrafos pela USP e estamos colocando mais dois pela UnB. A localização destes sismógrafos é a região de Sete Lagoas, Matozinhos, Capim Branco, Funilândia, onde os aparelhos são instalados para funcionamento.”, explica.
O coordenador coronel Sílvio Augusto informa que os técnicos estão sendo acompanhados pela assessora de Defesa Civil, Josilene Silva. “Agradecemos a UnB pelo interesse do trabalho, sabendo da competência do Observatório Sismológico a nível de Brasil, contando com o seu apoio para que essa situação seja estudada e a população devidamente informada sobre o que está acontecendo.”, pontua.
Igualmente o prefeito Marcio Reinaldo manifestou o interesse no aprofundamento deste assunto, a fim de que hajam informações devidas a respeito da realidade dos fatos, possibilitando assim maior esclarecimento para a população.
Observatório Sismológico da UnB
Nos anos 60, a UNESCO recomendou que se instalasse na América do Sul um arranjo sismográfico de alta sensibilidade, para monitorar principalmente os terremotos da região andina. Para dar andamento àquele projeto, uniram-se o Instituto de Ciências Geológicas de Edimburgo (Grã-Bretanha) e o Instituto Geofísico do Peru, cujo pessoal técnico decidiu-se pela instalação do arranjo sismográfico em Brasília.
Na época, contaram com a colaboração do CNPq, que complementou verbas e facilitou a importação dos equipamentos, do Governo do Distrito Federal, que obteve autorização para a instalação dos instrumentos no interior do Parque Nacional de Brasília, e da Universidade de Brasília, que apoiou o projeto de forma decisiva, criando um núcleo de sismologia (Estação Sismológica) para dirigir o sistema, denominado SAAS (South American Array System).