As futuras moradoras das casas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Sete Lagoas, começaram a se preparar para a vida nova que está por vir no condomínio em construção no Jardim dos Pequis, região Norte da cidade. Desde o início de novembro, 14 mulheres cortam, costuram, bordam e inovam na criação de bolsas. Com a técnica do patchwork, espécie de artesanato com peças de pano, elas transformam criatividade em fonte de renda. O aprendizado faz parte do projeto “De mudança pro futuro”, uma exigência do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal, para oferecer alternativas para quem será reassentado e sairá das áreas de risco dos bairros Kwait e Iraque.
As aulas acontecem às terças e quintas-feiras na escola municipal Dalva Diniz, no bairro Bernardo Valadares. Nos outros dias da semana, as alunas aproveitam o espaço cedido pela escola para praticarem ainda mais. Mirian Souza, do bairro Iraque, está na sétima aula das 18 previstas. Mirian afirma que a auto-estima aumentou. “Nós que ficamos quietos dentro de casa, achamos que não sabemos mais nada. Com o curso, começamos a descobrir que temos capacidade de evoluir de novo”. Já Lenilma Reis, do Kwait, vê as aulas como uma alternativa de renda. “Quando mudarmos para o bairro novo, pretendemos ter um grupo montado, como uma cooperativa. Vai ser um meio das mães de família, que mudarem para lá, terem uma fonte de renda, além de servir para unir mais a comunidade”, planeja Lenilma.
Segundo levantamento realizado pelo projeto social do PAC “De mudança pro futuro”, 60% das famílias a serem reassentadas tem mulheres como chefes de família e mães com filhos em idade escolar. Os técnicos sociais “descobriram a necessidade que a gente tinha de, não só estar fazendo as coisas em casa, como também ter um ganho por fora”, explica a moradora Mirian Souza. A ideia do curso partiu dessa demanda, como complementa a técnica do projeto, Miriam Forte. “A confecção das bolsas permite que as mulheres cuidem das casas e das crianças, tendo uma renda para cobrir despesas como água e energia”, afirma Miriam.
O curso tem duração de três meses e as alunas serão multiplicadoras de conhecimento, repassando as técnicas de patchwork às demais moradoras do futuro condomínio. Mais do que alternativa de renda, Miriam Forte acredita que as alunas já começaram a cuidar do próprio lar. “Elas vão ter uma casa, uma moradia mais digna, uma oportunidade. E, o mais importante, elas vão ser donas das casas e vão aprender a cuidar muito bem dos espaços”. O custo de produção de cada bolsa é de R$15. Com o trabalho manual e criatividade, as bolsas podem ser vendidas por mais de R$40.
BAZAR
Nos dias 4 e 18 de dezembro, as 14 mulheres e as técnicas do projeto “De mudança pro futuro” organizarão um bazar de roupas, com o intuito de arrecadarem verba para a compra de materiais necessários para a produção das bolsas de patchwork. O evento acontece em frente à escola municipal Dalva Diniz, na rua Araçaí, 150, Bernardo Valadares, região Norte de Sete Lagoas.
Fonte:Assessoria de Comunicação-Prefeitura de Sete Lagoas





