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sexta-feira, 4 de junho de 2010 - 13h52 - da Redação

Criança recebe tratamento médico pioneiro em Sete Lagoas


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A mãe de Letícia, Mariele Saturnino, o enfermeiro Coordenador da Pediatria Hemériton Tácio, a técnica de Enfermagem Sueli Lupi, a médica Mariane Aquino, a Acadêmica de Enfermagem Cíntia Cristina, a avó Janete Saturnino e Letícia.

A mãe de Letícia, Mariele Saturnino, o enfermeiro Coordenador da Pediatria Hemériton Tácio, a técnica de Enfermagem Sueli Lupi, a médica Mariane Aquino, a Acadêmica de Enfermagem Cíntia Cristina, a avó Janete Saturnino e Letícia.

Letícia Saturnino Martins Reginaldo nasceu em 2002, aparentemente sem qualquer doença. Quando já tinha dois anos e meio, sua mãe, Mariele Saturnino Batista, começou a perceber que a filha tinha mais dificuldade de desenvolvimento que outras crianças e procurou um médico. Após vários exames e consultas com neurologistas e neuropediatras, Mariele descobriu que Letícia é portadora da Mucopolissacaridose do tipo VI.

As Mucopolissacaridoses (MPS) são doenças metabólicas hereditárias causadas por erros inatos do metabolismo. Tais erros levam a falta de funcionamento adequado de determinadas enzimas, que são substâncias que participam de muitas reações químicas no nosso organismo mantendo-nos vivos e com saúde. A probabilidade de parentes consanguíneos apresentarem as doenças recessivas aumenta consideravelmente.

Após a descoberta da doença, Mariele buscou tratamento para a filha. “Descobri um Centro Genético no Rio Grande do Sul que estava realizando pesquisas sobre a doença da Letícia. Fomos para Porto Alegre, mas não conseguimos incluí-la no estudo porque ela não tinha idade suficiente. Logo depois, fomos orientados a acionar a justiça para ganhar o tratamento, que é muito caro. Vencemos a ação, mas tínhamos que levar a Letícia toda semana para Belo Horizonte para fazer a reposição enzimática, pois nos informaram que em Sete Lagoas não havia estrutura física nem equipe treinada para fazê-la. Mas eu não desisti. Hoje não precisamos mais ir para Belo Horizonte toda semana”, conta Mariele.

Letícia está realizando seu tratamento na Unidade Pediátrica Márcio Paulino, do Hospital Nossa Senhora das Graças. Segundo a diretora técnica do HNSG, Drª. Maria Ribeiro Lopes, o hospital atende a todos os requisitos para receber Letícia, como equipe multiprofissional qualificada e equipamentos. “O HNSG, dentro do seu compromisso social, aceitou o desafio e buscou condições para se adequar. Estamos realizando o tratamento da Letícia, em sua terceira semana. A partir do primeiro caso, abrimos as portas do HNSG para uma assistência diferenciada a pacientes crônicos que necessitam de atendimento especial”, afirma.

O Enfermeiro Coordenador da Pediatria, Hemériton Tácio, junto com a médica Mariane Aquino e a técnica de Enfermagem Sueli Lupi, receberam treinamento pelos profissionais do laboratório Biomarin para realizar o tratamento em Letícia. “Após o treinamento, fui convidado para fazer um aperfeiçoamento sobre a doença em Brasília”, conta Hemériton. Para ele, a prevenção da doença é uma questão cultural. “Quanto mais do interior é a cidade, maior a probabilidade de nascerem crianças com erros inatos, pois há muitos casamentos entre parentes consangüíneos nesses lugares”, conta.

Além da reposição enzimática, Letícia precisa de um aparelho de audição e de sessões de fisioterapia. “Estamos tentando conseguir um aparelho de audição para Letícia, pois é muito caro. Ela vai à escola, participa das aulas, faz balé, leva uma vida normal. Mas, ela ouve pouco. Um aparelho seria muito necessário”, conta Mariele.

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