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terça-feira, 6 de outubro de 2009 - 13h47 - da Redação

Novos Tector e EuroCargo 6×4 projetados especialmente para o Brasil


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Os novos Iveco Tector 6×4 e Iveco EuroCargo 6×4 são caminhões especiais dentro da gama Iveco mundial: foram projetados no Centro de Desenvolvimento de Produto da Iveco em Sete Lagoas (MG), para a utilização no mercado nacional. De fato, eles são os únicos semipesados 6×4 da Iveco em todo o mundo. “Este é o típico exemplo de como vamos usar nossa engenharia para atender a necessidades específicas do mercado local e assim aumentar nossa participação nas vendas” explicou Renato Mastrobuono, diretor de desenvolvimento de produto da Iveco Latin America.

Iveco Tector - Foto: Iveco Latin America.
Iveco Tector – Foto: Iveco Latin America.

Nesse trabalho de criação de um modelo para o Brasil, a Iveco não se contentou apenas com meras adaptações de produto, mas partiu de fato para a inovação. Um exemplo é a utilização, com total exclusividade no mercado, do moderno câmbio Eaton FTS 16108 LL, de 10 marchas, que é a única caixa sincronizada deste segmento. “Ela faz do Iveco Tector um caminhão muito mais fácil de guiar do que os 6×4 da concorrência, um grande fator de competitividade para o operador, pois hoje no mercado existe uma carência de condutores especializados”, diz Mastrobuono. “Além disso, criamos um novo sistema de troca de marchas que tornou ainda mais fácil essa operação”.

O Iveco Tector e o Iveco EuroCargo 6×4 nascem dedicados às aplicações vocacionadas para a construção civil, como caçamba basculante e betoneira, além de várias aplicações off-road, como no transporte de minério, ou mesmo como veículos de apoio em operações canavieiras ou madeireiras, com implementos tipo tanque, pipa, guincho e outros.

O mercado brasileiro dos caminhões semipesados 6×4 com capacidade para até 26 toneladas de PBT, é um mercado em expansão. Em 2008 foram vendidos no país 6.700 unidades destes modelos, um aumento de 97% sobre 2007. E embora em 2009 tenha havido uma flexão nas vendas, como em todos os segmentos, as expectativas são animadoras. “Já há um aumento de investimentos em infra-estrutura e logo vamos entrar na fase de preparação para a Copa do Mundo, e esses são fatores que vão impulsionar a demanda por este tipo de caminhão”, explica Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco Latin America. Segundo ele, o mercado de semipesados 6×4 no Brasil pode repetir já em 2010 o resultado de 2008 e praticamente dobrar de tamanho até 2012.

Iveco EuroCargo - Foto: Iveco Latin America.
Iveco EuroCargo – Foto: Iveco Latin America.

A Iveco não participava deste segmento, mas pretende ganhar terreno rapidamente. Quer 4% das vendas em 2009 e 8% em 2010. Para isso, vai usar uma dupla estratégia: usando a cabine moderna do Tector para quem precisa de conforto, e a cabine tradicional do EuroCargo, para quem prefere o mais tradicional. “Os modelos mais novos comandam 40% das vendas e os tradicionais 60%”, diz Cavalcanti. “Com o Tector 6×4 e o EuroCargo 6×4 estamos muito bem posicionados para tirar o máximo proveito deste esperado crescimento”, completa.

Os dois modelos são construídos na novíssima unidade de caminhões pesados que a Iveco inaugurou dia 17 de setembro de 2009 em Sete Lagoas (MG).

Condições mais severas exigem engenharia especializada

O projeto dos semipesados 6×4 da Iveco foi conduzido pelo time do engenheiro Luciano Cafure, gerente da plataforma de semipesados e pesados da Iveco. Segundo ele, o fato de não haver veículos deste tipo na gama mundial da Iveco foi um estímulo à criatividade. “Estudamos as exigências dos clientes e as características da infra-estrutura do Brasil”, conta Cafure. “Nossos modelos 6×4 nasceram muito certos para o mercado”, aposta. O exclusivo câmbio Eaton FTS 16108 LL, de 10 marchas sincronizadas é um exemplo. “O cliente dos semipesados 6×4 pedia há tempos essa inovação e saímos na frente”, comemora Cafure.

As condições de utilização severas impostas a um semipesado 6×4 foram observadas no projeto da Iveco. As cabines destes modelos tiveram sua estrutura reforçada em alguns pontos. O chassi, que já era um dos mais rígidos da atualidade, foi especialmente redesenhado. “As longarinas ganharam um perfil mais alto, adotamos a alma dupla e o resultado é uma resistência absolutamente superior à da concorrência”, diz o engenheiro.

E para tornar a suspensão dianteira dos modelos 6×4 mais robusta, a opção da Iveco foi por molas semi-elípticas, diferentes das parabólicas usadas nos semipesados 4×2 e 6×2. Com isso, o eixo dianteiro é para sete toneladas contra seis toneladas da concorrência. Já a suspensão traseira é do tipo tanden e foi superdimensionada para oferecer a maior robustez do mercado. Os eixos traseiros Arvin Meritor tipo MT145, especiais para a aplicação do veículo, também são novos dentro da gama Iveco.

O motor é o Iveco-FPT Tector de seis cilindros, 5,9 litros, com quatro válvulas por cilindro e 250cv de potência e 950Nm de torque, reconhecido como um dos mais econômicos de seu segmento. O sistema de injeção eletrônica é do tipo common rail, que permite um funcionamento com baixo nível de ruído. Com ele, os semipesados 6×4 Iveco ganham agilidade nas arrancadas, força nas retomadas e facilidade para vencer as subidas mais íngremes.

Os modelos Tector 6×4 e EuroCargo 6×4 trazem de fábrica itens considerados essenciais pelos clientes deste segmento, como cano de escape vertical e o ponto de tomada de força (PTO) na parte traseira do motor. E ambos oferecem versatilidade de uso com duas versões de entre eixos: 3.690mm (para betoneiras, básculas e caçambas) e 4.815mm (pipa, carroçaria canavieira entre outros).

Um detalhe. No caso do modelo Tector 6×4, ele traz uma diferença estética e prática com relação a seus irmãos 4×2 e 6×2: seu pára-choque dianteiro é mais alto e é pintado de preto. “Além da resistência, ele aumenta o ângulo de ataque do caminhão, melhor para a utilização do produto”, completa Cafure.

A acelerada na engenharia brasileira

A Iveco tem um programa ousado de introduzir duas novas famílias de produtos por ano no mercado brasileiro. Em 2007 foram lançados os novos Iveco Daily (de 3,5 a 7,0 toneladas de PBT) e Iveco Stralis (acima de 45 toneladas de PBT). Em 2008 surgiram os novos Iveco Trakker (off-road para mais de 45 toneladas de PBT) e Iveco Tector (semipesado de 16 a 26 toneladas de PBT). Todos são veículos derivados da mais moderna gama européia da empresa, perfeitamente adaptados às condições locais com o trabalho da engenharia brasileira. O off-road Iveco Trakker, por exemplo, recebeu um sistema de freios especial para as necessidades do mercado local.

Mas a adaptação não é o único trabalho. Alguns modelos específicos são projetados pelo grupo de trabalho liderado por Mastrobuono. Os Iveco Tector 6×4 e Iveco EuroCargo 6×4 que só existem no Brasil são um exemplo, mas antes deles já surgiram outros. O Iveco Daily para 7 toneladas de PBT (chamado 70C16) só existe por aqui, e é tão bom que ganhou o título de “Caminhão do Ano” da revista AutoData em 2008. Outro modelo lançado no Brasil que recebeu contribuição importante da engenharia brasileira foi o recém-apresentado Iveco Cursor, um cavalo mecânico de 45 toneladas de PBT que não tem similar na Europa.

“Não se pode lançar por aqui um produto da forma que ele é feito na Europa ou em outros lugares”, ensina Mastrobuono. Segundo ele, devem ser levadas em conta todas as características de clima, topografia, infra-estrutura, legislação, combustíveis, hábitos de uso e formas de operação regionais. “Falamos falando das altitudes andinas, das planícies argentinas, das operações de mineração no Peru, das rodovias brasileiras e dos mais variados climas do continente latino-americano”, exemplifica o chefe de produto da Iveco.

Em 2008, a Iveco realizou 250 mil horas/homem de engenharia, construiu 46 protótipos de diversos veículos e com eles percorreu mais de 2 milhões e 300 mil quilômetros em vários tipos de testes. “Nesse período, desenvolvemos várias suspensões, sistemas de direção, freios, estruturas de chassi e cabinas de veículos leves e pesados, sem falar de um grande número de testes de novos motores, transmissões e eixos, seguindo calibrações para os mais diversos tipos de produto exemplifica Mastrobuono. “Em 2009 esses números serão ainda maiores, pois não paramos de desenvolver produtos”, completa.

Fonte: Assessoria Iveco Latin America/Rede Comunicação de Resultado – www.iveco.com.br.

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