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quarta-feira, 22 de julho de 2009 - 09h54 - da Redação

Fiat apresenta resultados do segundo trimestre de 2009


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Em um mercado extremamente difícil, o Grupo Fiat encerrou o segundo trimestre com um lucro operacional (pelo critério de gestão ordinária) de 310 milhões de euros, com margem operacional de 2,4%. O endividamento industrial líquido foi reduzido em 800 milhões de euros, para 5,7 bilhões de euros, com uma liquidez em alta para 6,4 bilhões de euros. As metas do ano estão confirmadas.

  • As receitas, de cerca de 13,2 bilhões de euros, recuaram 22,5% em relação ao segundo trimestre de 2008, com volumes em queda em todos os negócios.
  • O lucro da gestão ordinária (“trading profit”) foi de 310 milhões de euros, ante 1,131 bilhão de euros no segundo trimestre de 2008, devido à rigorosa contenção de custos e à eficaz gestão operacional.
  • Houve um prejuízo de 16 milhões de euros antes dos impostos devido a despesas atípicas no valor de 152 milhões de euros, dos quais 132 milhões de euros são decorrentes dos custos de reestruturação, além de custos financeiros de 161 milhões de euros.
  • O Grupo registrou no período uma perda líquida de 179 milhões de euros, frente a um lucro de 646 milhões de euros no segundo trimestre de 2008. Excluindo as atipicidades do período, o resultado seria próximo do equilíbrio.
  • O endividamento industrial líquido recuou a 5,7 bilhões de euros, em comparação com 6,6 bilhões de euros ao final do primeiro trimestre, o que se deve em grande parte aos efeitos das ações de redução de estoques em todos os negócios.
  • A liquidez aumentou para 6,4 bilhões de euros, antes 5,1 bilhões de euros ao final do primeiro trimestre.
  • As principais conquistas estratégicas do trimestre incluem o avanço da aliança com a Chrysler e a assinatura de um acordo-marco para constituir uma joint venture com o fabricante chinês GAC.
  • O Grupo confirma os objetivos para 2009, projetando um lucro operacional superior a um bilhão de euros e um endividamento industrial líquido inferior a 5 bilhões de euros.

Desempenho dos setores no segundo trimestre de 2009

A Fiat Group Automobiles (FGA) alcançou um faturamento de 6,9 bilhões de euros, com redução de 11,1% em relação ao segundo trimestre de 2008, comercializando 591,1 mil automóveis e comerciais leves (-8,3% em comparação com o segundo trimestre de 2008). FGA melhorou sua participação de mercado na Europa Ocidental em 0,9 ponto percentual, subindo para 9,2% e, devido à ampla oferta de veículos de baixo consumo de combustível e menor impacto ambiental, alcançou performance de mercado superior na maior parte dos principais países em que foram introduzidos os eco-incentivos, entre os quais a Itália (market share de 34,5% ante 32,9%), Alemanha ( 5,4% ante 3,4%) e França ( 4,6% ante 4,3%). No Brasil, onde o mercado se manteve aquecido, a Fiat manteve a liderança no segmento de automóveis e comerciais leves, com 25,2% de participação. Fiat Professional está em primeiro lugar no trimestre entre as marcas de veículos comerciais leves na Europa Ocidental.

A FGA alcançou um lucro da gestão ordinária de 155 milhões de euros, ante 243 milhões de euros no segundo trimestre de 2008, com uma margem operacional de 2,2%. O avanço de participação de mercado, ações de contenção de custo e de eficiência operacional limitaram os efeitos da retração de demanda e da redução dos estoques na rede de distribuidores.

- As receitas do setor de máquinas agrícolas e de construção do Fiat Group, a CNH, retraíram-se 21,2%, para 2,9 bilhões de euros, refletindo a contração da demanda de máquinas para construção ao redor do mundo, além das ações e do enfraquecimento do mercado de máquinas agrícolas em relação aos níveis recordes alcançados no segundo trimestre de 2008.

A CNH registrou um lucro da gestão ordinária de 123 milhões de euros, ante 399 milhões de euros no segundo trimestre de 2008. Os efeitos positivos das ações sobre os preços e redução de custos limitaram os efeitos da queda de volume de vendas. Mas não puderam compensar plenamente a acentuada queda das vendas de máquinas para construção no mercado mundial.

- Os veículos industriais, a Iveco, registraram uma queda de faturamento de 43,2%, para 1,8 bilhão de euros decorrente de forte contração da demanda, em particular no segmento de veículos pesados, e de medidas adotadas para reduzir os estoques da rede de distribuidores. As vendas totais recuaram 56,1%, para 25.921 veículos.

Iveco alcançou um lucro da gestão ordinária de 18 milhões de euros, ante 248 milhões de euros no segundo trimestre de 2008. As significativas medidas de redução de custos permitiram obter resultados positivos no trimestre, apesar da expressiva queda de vendas. Pesaram positivamente nos resultados as atividades de pós-vendas, os negócios na América Latina e os veículos especiais.

Resultados do Grupo no semestre

No primeiro semestre de 2009, as receitas do Fiat Group somaram 24,5 bilhões de euros, com uma queda de 23,8% em relação ao mesmo período do ano precedente. O lucro da gestão ordinária situou-se em 262 milhões de euros, contraindo-se em relação aos 1,897 bilhão de euros alcançados no primeiro semestre de 2008. As expressivas ações de contenção de custos e a rigorosa gestão operacional limitaram os efeitos da significativa queda da demanda.

O primeiro semestre de 2009 encerrou-se com um resultado operacional positivo de 29 milhões de euros em comparação com 1,914 bilhão em igual período de 2008. A retração reflete a queda do resultado da gestão ordinária (-1,635 bilhão de euros) e a diferença de um semestre para outro nas rubricas atípicas no total de 250 milhões de euros (sendo componentes atípicos líquidos positivos de 17 milhões no primeiro semestre de 2008 e negativos no valor de 233 milhões de euros no primeiro semestre de 2009), derivados principalmente do ônus de reestruturação e de provisionamento para cobertura dos riscos sobre o estoque e valores residuais de operações de leasing operacional da FGA e da Iveco.

No primeiro semestre de 2009 o ônus financeiro líquido alcançou 371 milhões de euros, ante 441 milhões de euros no primeiro semestre de 2008 e inclui o efeito positivo de 53 milhões de euros relativo à marcação a valores de mercado de operações de equity swap correlatas a planos de stock option. O valor correspondente no primeiro semestre de 2008 era um ônus de 142 milhões de euros.

O prejuízo antes dos impostos do semestre é de 376 milhões de euros, ante lucro de 1,591 bilhão de euros no primeiro semestre do ano precedente. Tal comportamento reflete a significativa piora do resultado operacional e a queda do resultado de participações (-152 milhões de euros), em parte compensados por ônus financeiro líquido menor.

O resultado líquido do primeiro semestre de 2009 foi negativo em 590 milhões de euros, frente a um lucro de 1,073 bilhão de euros no mesmo período de 2008.A redução do capital de funcionamento no segundo trimestre mais do que compensou a absorção de caixa do primeiro trimestre, determinando no semestre uma diminuição do endividamento industrial líquido de 200 milhões de euros.

Fonte: Fiat Press.

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