Prefeitura lança planos diretores para proteger memórias locais.
Museus, Casarão e departamento de História serão organizados por consultoria especializada.
Pela primeira vez em 143 anos, Sete Lagoas começa a planejar profissionalmente a preservação da história local, a partir da criação de planos diretores para o Centro Cultural Nhô Quim Drummond – Casarão – e os museus Histórico e Ferroviário. Nos próximos cinco meses, sob comando de consultoria especializada, os acervos e o departamento de História da cidade serão reestruturados para difundir melhor as memórias sobre a cidade.
O público poderá notar os resultados dos planos museológicos na nova disposição dos acervos e na facilidade de encontrar informações históricas sobre a cidade, diz a coordenadora da consultoria para Sete Lagoas, Liliane Corrêa. “Os espaços serão organizados para uma compreensão fácil e clara por parte dos visitantes”, explica.
Os dois historiadores do município, Shirley Fonseca e Dalton Andrade, comemoram. Há quatro anos trabalhando no departamento, agora o local passará a ser, de fato, um centro de pesquisa para divulgar a história local e formar agentes multiplicadores, a partir da aquisição de novos equipamentos, como computadores e projetores, e ligação à internet. “A reestruturação é fundamental para atendermos a sociedade”, diz Shirley.
A melhoria na preservação histórica é resultado de projeto elaborado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Comunicação Social, e aprovado no Fundo Estadual de Cultura. “A gestão do prefeito Maroca reafirma o compromisso de valorizar o patrimônio histórico local”, ressalta o secretário Fredy Antoniazzi. O investimento do estado é de R$114 mil, com contrapartida de R$28,5 mil do município.
Com a experiência de reorganizar museus em Belo Horizonte e Resende Costa, o diretor da consultoria, Rogério Stockler, defende a necessidade de estruturar tecnicamente as casas que resguardam a memória das cidades. “Sete Lagoas terá benefícios na preservação de sua história e também no turismo”, afirma. No início do segundo semestre, um site será lançado para divulgar os patrimônios sete-lagoanos.
PLANOS DIRETORES DOS MUSEUS
Os planos diretores são documentos que resumem o trabalho técnico de pensar porque os museus existem, com quem interagem e quais caminhos devem seguir para proteção da história para as gerações futuras. Em Sete Lagoas, a primeira fase dos trabalhos é a investigação sobre as origens dos casarões, estação ferroviária e das peças expostas.
A consultoria parte de entrevistas com historiadores, funcionários públicos e moradores para, em seguida, ir atrás de evidências em documentos, leis e atas de reuniões que mostrem quais eram as funções dos atuais espaços culturais. Com base nas respostas sobre os motivos de existência dos três guardiões da história local, o próximo passo é discutir quais são os públicos atingidos e a quem se pretende alcançar.
A partir dos dados levantados, são traçados objetivos e metas para se chegar à direção planejada, estabelecendo métodos de avaliação do progresso. A última etapa é a reorganização dos acervos com a formação de reserva técnica e seleção das principais peças que narram as memórias locais.






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