Um grupo de palhaços trovadores traz alegria a pacientes e funcionários do Hospital Nossa Senhora das Graças. A Patrulha da Alegria, há seis anos, tem o número expressivo de 600 apresentações no Hospital e uma história que faz rir de satisfação. O grupo atua hoje em 14 cidades vizinhas a Sete Lagoas, além de Belo Horizonte e Diamantina, assim como em asilos, creches e abrigos.
Os profissionais do HNSG reconhecem os esforços da Patrulha em trazer alegria aos pacientes. Este é o caso do Dr. Ronaldo Junho, chefe da UTI Neo Natal e Pediátrica da instituição, que destaca o auxílio da Patrulha da Alegria à saúde dos pacientes e profissionais. “É possível ver nitidamente a melhora dos pacientes logo depois do atendimento deles. Nós, médicos, precisamos muito dessa questão lúdica, de descontração e alegria”, diz. A Patrulha marca presença, principalmente, na Pediatria, Maternidade e UTI Neo Natal.
“Ser palhaço é uma coisa muito séria”. As palavras da voluntária da Patrulha, Vitória Botelho, referem-se ao comprometimento que o Doutor Palhaço deve ter. Apesar da descontração, todo o trabalho é feito dentro de uma seriedade. Os promissores palhaços que desejam integrar a Patrulha precisam passar por um processo de treinamento e avaliação. “Acreditamos na necessidade contínua de formação profissional, na importância da busca da perfeição em nosso trabalho, afinal estamos lidando com pacientes em ambientes e situações que requerem cuidado”, ressalta Vitória Botelho.
O trabalho da Patrulha envolve toda uma técnica. O candidato passa por entrevista com psicólogo, curso sobre infecção hospitalar e aulas de improviso. Geralmente esse treinamento tem a duração de quatro a cinco meses. E mesmo depois de fazerem parte da Patrulha, eles continuam aprimorando suas técnicas.
Rir é um bom remédio
Uma matéria publicada pelo jornal Estado de Minas - “Rir ajuda a enfrentar a dor” – mostrou os benefícios que este ato espontâneo pode trazer. Tudo partiu de uma pesquisa feita por cientistas ingleses e publicada na revista Proceedings of Royal Society B, da Academia de Ciências da Grã-Bretanha. Os estudos constataram que nosso organismo libera uma substância química semelhante aos opiáceos, que tem a capacidade de dar alívio a dor.
Rir pode funcionar como um analgésico. Mas segundo alerta o mesmo estudo, esse rir deve ser algo verdadeiro. Aquele sorriso forçado e quase que automático pode não ajudar em nada. Segundo os pesquisadores, a boa risada é aquela que se dá de maneira relaxada e principalmente quando se está em grupo, ou seja, assim como fazem os palhaços da Patrulha.



