Objetivo é demonstrar os resultados do projeto e fomentar o debate para que sejam possíveis ações para melhor conhecer os usos atuais e futuros, bem como ações de recuperação das águas das sub-bacias do Baixo Paraopeba: ribeirão Macacos – São João, Ribeirão dos Gomes, Rio Vermelho, Rio Pardo, Ribeirão do Cedro, Rio Verde, dentre outros.

O CIBAPAR (Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba), secretaria executiva do Comitê da Bacia do Paraopeba, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Sete Lagoas e o Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM promove no dia 10 de dezembro, das 13h às 17h, a terceira Consulta Pública do Plano Diretor das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio do Paraopeba, na ACISEL (Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas), Rua Lassance Cunha, 111.
O objetivo da Consulta é tornar públicas as informações, diagnóstico e prognóstico obtidos através dos estudos realizados para o Plano Diretor, fomentar o debate, além de agregar visões múltiplas dos usuários de água e da população para que seja possível a enriquecer o conteúdo das ações de melhoria da qualidade e da quantidade das águas dos rios e córregos e subterrâneas desta região hidrográfica.
De acordo com o Secretário Executivo do CBH-Paraopeba e do CIBAPAR, professor do UNIFEMM, Mauro da Costa Val, é imprescindível a presença dos usuários de água, representantes do poder público (estadual e municipal, executivo e legislativo), ONGs e a sociedade em geral neste evento.
“Iremos revelar dados inéditos sobre a situação do Rio Paraopeba, que se encontra em situação de stress hídrico devido à incompatibilidade entre oferta e demanda e o comprometimento da qualidade da água. Mas também iremos, em conjunto, propor soluções. Uma das questões de suma importância é o estabelecimento do preço público para a cobrança pelo uso das águas e, notadamente, a efetivação do cadastramento de todos usuários que retiram água da natureza, seja de rios ou córregos, seja do lençol subterrâneo (poços)”, declarou.
Saiba mais sobre o Plano Diretor
Conhecer para administrar, afim de que seja garantida água em quantidade e qualidade para as gerações futuras. É a partir desta premissa que o CBH-Paraopeba, entidade formada por representantes dos setores público, privado e da sociedade civil, iniciou, através de sua Secretária Executiva, o projeto Plano Diretor no ano de 2008.
Realizado com recursos do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (FHIDRO), cuja execução coube ao CIBAPAR com apoio da empresa Holos Engenharia Sanitária e Ambiental Ltda., o projeto, já em fase final, tem como objetivos:
Fundamentar e orientar a implantação de programas e projetos
Estabelecer gestão e ajustamentos contínuos das ações priorizadas pelo Plano
Vazão, balanço hídrico por sub-bacia, usuários que captam água e que lançam substâncias nas águas, tipos de poluentes, capacidade de autodepuração (recuperação), qualidade da água em distintos pontos, entre outros itens de suma importância foram conhecidos.
Assim, com o Plano Diretor em mãos será possível ao Comitê da Bacia do Paraopeba (CBH-Paraopeba), bem como os demais órgãos públicos e privados, estabelecer um plano de ações de curto, médio e longo prazo para que sejam atingidas metas de qualidade e de quantidade que garantam atendimento aos diversos setores usuários e à biodiversidade aquática.
“Somente conhecendo a realidade do rio, e munidos com estes dados, é que será possível um melhor direcionamento de ações para a recuperação de determinados pontos do Paraopeba, os quais variam em seus problemas como: lançamentos de metais pesados e esgotos urbanos, enchentes e a necessidade de controle dos intensos focos de erosão, bem como reflorestamento de proteção. Será aplicado não só o princípio usuário-poluidor-pagador, mas, sobretudo, o princípio do conservador-recebedor. Ou seja, os proprietários rurais, que efetivamente protegerem e conservarem etapas do ciclo hidrológico que tragam melhoria na quantidade e na qualidade, serão beneficiados por isto. Há de ser agregado maior valor aos frutos dos esforços do ambiente rural; tão desconsiderado, na atualidade, pelos ambientes urbanos”, concluiu o secretário executivo do CBH-Paraopeba e do CIBAPAR, professor do UNIFEMM, Mauro da Costa Val.




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