A Serra de Santa Helena é ponto turístico característico da cidade de Sete Lagoas por sua beleza natural e acessibilidade, além de abrigar o Parque da Cascata, a Capela de Santa Helena e servir de cenário para passeios relaxantes ou esportes de adrenalina. Para completar um pouco o que sabemos sobre a serra, buscamos o acervo da Prefeitura e descobrimos um pouco da história desse lugar.
A capela de Santa Helena, que fica no topo foi construída em 1.852, de forma demorada e difícil em estilo adobe (tipo de tijolão de barro seco ao sol), com orientação paralela à serra (frente para Inhaúma e fundos para Jequitibá), voltada para a sede da Fazenda da Serra. Ela foi erguida supostamente pelo devoto Lino Antônio Avelar, dono da fazenda, com ajuda de escravos, para pagar uma promessa à santa.
Outra versão, porém tida como menos provável, é que a igrejinha teria sido construída pelos tropeiros imigrantes, criadores de gado das regiões de Baldim, Santo Antônio da Lagoa e Jequitibá.
O primeiro cruzeiro é de 1857 e foi destruído por um raio. O segundo foi erguido pelo povo em 1863 e está hoje na matriz de Santo Antônio e, o terceiro foi feito de cimento armado e doado pela Cemig/SL, construído em 1971 no dia do padroeiro da cidade, Santo Antônio.
Pouco se sabe na cidade sobre a vida de Santa Helena. Rainha, protetora dos pobres e prisioneiros, venerada no catolicismo e no ortodoxo, mãe de Constantino, imperador romano. Ela e seu filho difundiram a fé católica, protegeram os cristãos da perseguição, sendo os maiores difusores do cristianismo. Descobriu a cruz de Cristo em uma de suas viagens á Terra Santa fazendo milagres. Daí vem o nome “Santa Helena e Santa Cruz”
A devoção surgiu de forma misteriosa e perdura até os dias de hoje. Até 1997, eram 25 estabelecimentos comerciais, rua e cemitério com nome da santa e a maioria dos proprietários dos estabelecimentos são devotos e participam da novena anual. A Festa da Serra tem 100 anos de tradição.
Muitos admiram e admiraram a serra, além de acreditar que ela seria um bom motivo para que nossa cidade fosse a capital do estado, como neste trecho de um artigo de 1913, escrito por Frederico Costa, encontrado na Faculdade de Economia da UFMG:
“Do ponto mais elevado da Serra do Cruzeiro [como era conhecida na época] avistam-se terras de 13 municípios do estado e muitas lagoas. Dali o observador não descobre as razões que fizeram a comissão construtora de Belo Horizonte preferir para a nova capital o Curral D’Rey á localidade ocupada por Sete Lagoas. Mas não tendo sido escolhida para a capital, a cidade progride, graças ao gênio empreendedor dos seus filhos”.
Sete Lagoas já até correu o risco de perder a serra para Inhaúma que pertencia ao município e foi emancipada. Na época, foi discutido na Assembléia Legislativa de Minas Gerais a posse da serra. Dr. Márcio Prates Ferreira Paulino, deputado estadual, saiu vitorioso em sua tese a favor de Sete Lagoas.
Visite a Serra e a Capela de Santa Helena.



