O número de fumantes, em especial no sexo feminino, tem aumentado em todo mundo.
Só no Brasil, a cada ano, o tabagismo mata 200 mil pessoas. Além disso, dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) diz que o fumo pode causar 50 doenças diferentes, destacando-se as cardiovasculares, o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas. Para ter ideia, estima-se que 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema) sejam provocadas pelo tabagismo.
Com vistas ao enfrentamento destes e de outros males consequentes do hábito de fumar, a Prefeitura de Sete Lagoas promove, sexta-feira, dia 03 de setembro, uma série de atividades relacionadas ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado no dia 29 de agosto. A Secretaria de Saúde transformará a praça do CAT JK em um espaço voltado ao esclarecimento e orientação aos cidadãos a respeito de malefícios do tabagismo e maneiras de deixar o vício.
Entre 9 e 16h, serão distribuídos folhetos explicativos, contendo tabela de níveis de dependência e diversas instruções relevantes. Além disso, enfermeiras, dentistas, fisioterapeutas, psicologas, nutricionistas e assistentes sociais estarão esclarecendo dúvidas da população e, ainda, realizarão aferição de pressão arterial, saúde bucal com avaliação oral e prevenção, teste de tabagismo, avaliação respiratória, entrega de preservativos e kits bucal.
MULHER, VOCÊ MERECE ALGO MELHOR QUE O CIGARRO!
Este foi o tema do Dia Nacional de Combate ao Fumo 2010, com ênfase na mulher, agora com destaque na relação do tabagismo passivo e mulher. Considerou-se o tema tabagismo passivo e mulher por ser a poluição tabagística ambiental a maior responsável pela poluição em ambientes fechados e pela necessidade de proteger a população e em especial a mulher, dos riscos à saúde. A exposição à fumaça do cigarro ocorre para a mulher no lar, como gestante, atingindo o feto ao incluí-lo na categoria de fumante passivo de segunda linha e como trabalhadora, durante o horário de trabalho, expondo-a ao correspondente entre 4 a 10 cigarros por dia.
TABAGISMO PASSIVO
Segundo estudo publicado pelo INCA, além dos riscos para os fumantes, o tabagismo passivo é causa de doenças, inclusive câncer de pulmão e infarto, em não fumantes. Pesquisas recentes do órgão mostram que mulheres e crianças são os grupos de maior risco na exposição passiva em ambiente doméstico. O tabagismo passivo se caracteriza pela inalação da fumaça de derivados do tabaco – cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça – por indivíduos não-fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados.
O cigarro, vale lembrar, é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares e, isoladamente, é o mais importante. Para ter ideia, pessoas que deixam de fumar reduzem de 4 a 8% as chances de doenças cardiovasculares. Além disso, na população brasileira, a taxa de fumantes é extremamente alta: mais de 30%. Considerando que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no País, o combate ao tabaco pode reduzir bastante a mortalidade. A prevenção, neste cenário, é muito mais eficiente do que o tratamento. É mais fácil evitar que jovens se tornem viciados, do que fazê-los deixar de fumar depois.
Jane Ferrão – ASCOM Saúde



