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quarta-feira, 25 de março de 2009 - 11h48 - da Redação

Garis no Palácio das Artes: instantes de felicidade


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Paredes muito altas e brancas, uma estética diferente daquela vista todos os dias pelos garis, nas ruas de Sete Lagoas. Tanta brancura do Palácio das Artes impressionou mais de quarenta garis, que tiveram a oportunidade de assistir uma das mais elogiadas companhias de dança do país, a Quasar com o espetáculo “Por instantes de felicidade”, neste último domingo, dia 22 de março, em Belo Horizonte. O convite foi feito pela Fundação Clóvis Salgado à Prefeitura de Sete Lagoas, que junto da Siderpa e Viasolo, proporcionaram àqueles que não têm oportunidade, um contato com a cultura por meio do projeto “Arte para todos” – idealizado pela Secretaria de Cultura e Comunicação.

Sem dúvidas este passeio representou instantes de felicidade para os visitantes. Muitos sentiram estranhamento e surpresa, sentimentos naturais, já que aquela realidade contrasta tanto com a estética que lidam no trabalho, a estética do lixo urbano. A gari Eni Pereira da Silva, de 69 anos, nunca tinha ido a um teatro na vida e ao fim do espetáculo, com os olhos brilhando, disse: “por mim eu nunca sairia daqui, ficava mais; e se tiver essa oportunidade de novo, eu vou voltar, tenho certeza, com fé em Deus“, exclama Dona Eni.

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Esse tipo de ação faz parte da política de interiorização da arte, iniciativa que tem sido adotada na grande maioria das instâncias públicas – Ministério da Cultura, Secretaria Estadual de Cultura e é também algo a ser implantado em Sete Lagoas, de acordo com o Secretário Municipal, Fredy Antoniazzi, em entrevista concedida. O processo de interiorização consiste em descentralizar as ações culturais das grandes cidades – tanto proporcionar às pessoas do interior visitas aos grupos na capital, como também levar os grupos artísticos para as cidades menores. De acordo com a Coordenadora da Área de Extensão da Fundação Clóvis Salgado, Lúcia Ferreira, participam da iniciativa escolas, centros de saúde, projetos sociais, associações etc de diversas cidades e até mesmo de BH. “A oportunidade é para todos. Participa quem tem interesse, como foi o caso do Alan (Diretor Municipal do Departamento de Artes de Sete Lagoas, Alan Keller Jardim). A gente divulga e quem se manifesta pode trazer as pessoas para assistirem aos espetáculos”, alerta Lúcia. É feito apenas um cadastro simples e as instituições que se interessarem precisam apenas entrar em contato com a Fundação.

A Produtora Jacqueline de Castro também vibrou com o resultado. “Para quem produz o espetáculo é muito gratificante poder ver estes garis, por exemplo, assistindo a Quasar, uma companhia tão legal. E esse é, sem dúvidas, o início de outras parcerias que acontecerão com a Prefeitura de Sete Lagoas”, comenta a produtora, que apóia e possibilita a interiorização da cultura. Ainda assim, ela chama atenção e afirma que esse projeto pode beneficiar um número maior de pessoas com participação mais efetiva do Estado e das iniciativas privadas.

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