Moradores do conjunto habitacional Residencial Lagoa Dourada, localizado nas proximidades
do Parque de Exposições JK, estão denunciando problemas referentes ao esgotamento sanitário nos prédios ali existentes.
Segundo apurou a reportagem, nos dias de chuva o esgoto tem invadido os apartamentos situados no primeiro pavimento, o que tem feito com que os moradores convivam, dentro de casa, com sujeira e mau-cheiro insuportável, além de estarem expostos a risco iminente de contaminação por vírus e bactérias.
Para realização das obras de implantação de redes de esgoto, seria necessário investimento na ordem de R$ 2,5 milhões.
Financiado pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR) do Ministério das Cidades e executado pela Caixa Econômica Federal, o Residencial Lagoa Dourada foi inaugurado em 22 de janeiro deste ano.
Sendo o primeiro empreendimento executado pelo PAR em Sete Lagoas, com investimentos de R$ 13,8 milhões, o condomínio está situado na Rua Afonso Carlos Capanema, 401, Bairro Santa Rosa, e é composto por 416 apartamentos – cada um deles avaliado em R$ 33 mil.
Procurado, pelo jornal local “Hoje Cidade”, para responder a denúncia feita pelos moradores, o secretário municipal de Obras Públicas, Paulo Rogério Paiva, informou que “a atual administração não teve participação alguma nas obras, que já estavam concluídas quando do início deste governo”. E afirmou: “O atual governo ficou incumbido apenas de inaugurar o conjunto habitacional. A administração passada não nos forneceu informação alguma com relação à execução das obras”.
Paulo Rogério contou que chegou ao seu conhecimento, através de informações extraoficiais, que ao invés de a água pluvial escoar em caixa apropriada, acaba se precipitando na rede de esgoto, o que tem levado esse sistema a entupir nos períodos chuvosos: “Consequentemente, por não ter aonde desaguar, o esgoto acaba adentrando os apartamentos, através dos ralos”, disse o engenheiro.
Ainda segundo ele, pelas informações que foram repassadas, para execução das obras a Caixa contratou uma empreiteira, que deverá ser acionada caso seja averiguada a sua responsabilidade em sanar o problema. “É preciso saber quem é o responsável por todo esse transtorno, se é a Prefeitura, a Caixa ou a construtora. Ora, quando se constrói um imóvel, não se pode esquecer de algo tão fundamental como as redes de escoamento de água e esgoto, que são distintas”, ponderou.
Entretanto, o secretário municipal de Obras adverte que sanar problemas relacionados ao esgotamento sanitário é obrigação do SAAE: “Já contatei o gerente-geral da Caixa, Flamínio Ribeiro da Gama, que está de férias, mas vai se reunir comigo assim que for possível para me informar passo a passo da realização das obras”, contou. “Precisamos encontrar uma solução para amenizar o sofrimento dos moradores, que, com muita luta, adquiriram seus imóveis naquele conjunto residencial”, acrescentou Paulo Rogério.
Fonte: Jornal Hoje Cidade.




Isso é falta de comprometimento dos gestores públicos; primeiro porque o bairro onde foi construído o conjunto habitacional segundo morador não possui rede coletora de esgoto, muito menos o sistema de esgotamento sanitário; e já que o problema está instaurado,agora é resolver, pois quem sofre com as consequências são os moradores.