Há pessoas na sociedade que ainda acreditam que a melhor idade é sinônimo de fragilidade, limitação física e mental, baixa produtividade e aumento de gastos no setor de saúde. Mas, com o avanço da tecnologia e da ciência, com o uso de novos medicamentos e com a mudança de costumes, a expectativa de vida do brasileiro aumentou. O envelhecimento não pode mais ser encarado como um impedimento para a colocação ou recolocação da melhor idade no mercado de trabalho.
A projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para os próximos dez anos mostra que a população com mais de 60 anos será de 34 milhões. Em Sete Lagoas, de acordo com dados do IBGE, do censo realizado em 2000, 12% da população tem mais de 60 anos. Com uma população de 220.000 habitantes, aproximadamente 28.000 pessoas são consideradas idosas em Sete Lagoas. O Brasil é um dos países que está em desenvolvimento e que possui uma das maiores taxas de crescimento da população idosa do mundo.
Estatuto do Idoso
Em 2004 entrou em vigor o Estatuto do Idoso que prevê a proibição da discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade para a contratação de empregados, sendo passível de punição aquele que assim o fizer. As organizações devem ficar atentas às normas e respeitá-las, visto que estão sujeitas a sanções.
Empresas prestadoras de serviços públicos devem ter no seu quadro de colaboradores pelo menos 20% de trabalhadores com mais de 45 anos de idade. Há que se mencionar ainda que o critério de desempate em concurso público é a idade, tendo preferência os concorrentes com idade mais avançada.
Reconhecimento
Em Sete Lagoas, em comemoração aos 142 anos da cidade, em novembro, idosos retrataram Sete Lagoas em um concurso de fotografia e mostraram, através de seus trabalhos, o que a cidade tem de melhor. “Os idosos tem um olhar mais preciso sobre Sete Lagoas. Eles acompanharam, junto com a cidade, o seu crescimento”, afirmou o Secretário Municipal de Saúde, José Orleans da Costa.
A sociedade ainda tem muita dificuldade em lidar com diferenças, provocando sentimentos de impotência e de exclusão ao afastar determinadas pessoas do mundo produtivo. É importante que deixemos de lado os preconceitos e paradigmas, e que passemos a socializar o conhecimento sobre envelhecimento e trabalho, fomentando a discussão e o planejamento de estratégias e ações que proporcionem a inserção da melhor idade no mercado de trabalho.
Fonte: ASCOM-SL Saúde.



