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sexta-feira, 4 de setembro de 2009 - 12h53 - da Redação

Primavera dos Museus 2009


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Terceira edição terá cerca de 800 eventos em mais de 300 instituições em todo o país

Foto: MinC.

Foto: MinC.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou a programação da 3ª Primavera dos Museus – Museus e Direitos Humanos.

A agenda reúne 789 eventos, que acontecem nos dias 26 e 27 de setembro, em 324 instituições de todo o país.

Estão previstas apresentações artísticas, mostras, exposições, visitas guiadas, seminários, palestras, exibição de filmes e documentários, espetáculos e diversas outras atividades socioeducativas e culturais.

Para esta edição, o Ibram/MinC convidou os museus a organizar uma programação que refletisse o papel dos museus como espaços de valorização da diversidade cultural e do direito à memória, reconhecendo a cultura como um direito humano, expresso nos modos de vida, motivações, crenças religiosas, valores, práticas, rituais e identidades.

Confira a programação da sua cidade no www.museus.gov.br/primavera_2009.

Primavera dos Museus – A iniciativa tem como objetivo sensibilizar os museus e a comunidade para o debate sobre temas da atualidade. Desde a sua primeira edição, a Primavera dos Museus já realizou cerca de 1.500 eventos que abordaram os temas Museu, Memória e Vida, em 2007, e Museus e o Diálogo Intercultural, em 2008.

Informações: (61) 3414-6167, no Departamento de Difusão, Fomento e Economia dos Museus do Ibram/MinC.

Fonte: Sara Schuabb – Ascom Ibram/MinC.

1 comentário sobre “Primavera dos Museus 2009”


  • O novo MNBA

    Venço o temor da decepção e visito o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro para conferir o resultado da longa e silenciosa reforma que tentou salvá-lo da ruína há alguns anos. O contraste com o abandono anterior chega a ser emocionante. E revela outra evidência da inigualável gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, apesar de todas as carências.
    O que antes era um calabouço de paredes cadentes e mofadas transformou-se em museu de verdade, com amplas galerias bem iluminadas e organizadas. O acervo permanente surpreende pela dignidade, rico e variado como os melhores do mundo. Os retratos merecem especial atenção (há um, sensacional, de Orígenes Lessa, que não encontro em lugar algum da internet).
    Acima dos autores consagrados do século XIX, tão identificados com o museu, a galeria de arte moderna e contemporânea é imperdível. Ouso arriscar, sem conhecer todas as coleções, que este é o maior tesouro da instituição.
    Há muitos problemas a resolver. Os funcionários, apesar do esforço inegável, ainda não assimilaram a solenidade própria ao ambiente: alguns são barulhentos e desleixados. Falta finalizar as obras numa boa porção do prédio, que poderia ganhar acabamentos mais elegantes e modernos do que acessórios antigos mal restaurados. Não há catálogos disponíveis para venda (ou faltam informações ao público sobre isto) e a página eletrônica do museu é lamentavelmente modesta e incompleta.
    Mas já podemos festejar. Se nenhuma catástrofe política afundar Iphan e subordinados, em poucos anos o MNBA chegará ao nível de seus similares estrangeiros.

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