* por José Geraldo Soares Barbosa
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A morte é a única coisa certa para todos. Acompanhamos com grande repercussão na mídia e com muita dor no coração o sofrimento em decorrência do terremoto de 7 graus de magnitude no Haiti, ocorrido no último dia 12 de janeiro, que matou milhares de pessoas, entre eles a médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Mal havíamos acabado de acompanhar a tragédia ocorrida na madrugada de 1º de janeiro em Angra dos Reis – RJ, quando um deslizamento de terra matou mais de 40 pessoas, e imprensa encontra-se envolvida em mais uma cobertura, desta feita, de caráter mundial e que traz grande comoção mundial. E ainda estamos no começo do ano. A tendência é termos vários problemas nesta ordem, em função do chamado aquecimento global e problemas ambientais, que tem provocado grandes desequilíbrios na natureza e resultando em muitas catástrofes, infelizmente.
Aproveito esses fatos midiáticos, para fazer uma reflexão. Confesso que sempre fiquei intrigado com uma coisa: constantemente ouço alguém dizer que tal pessoa morreu porque chegou a sua hora. Será que isso é verdade? Devemos acreditar nisso mesmo? Existe dia e hora para morrer? De tanto que já ouvi essa afirmação, penso que, se fizermos uma enquete, constataremos que muitas e muitas pessoas acreditam nisso. É normal ouvirmos alguém dizendo isso: “fulano ou cicrano morreu porque chegou a hora”. Mas, será que não há uma parcela de culpa do ser humano em diversas situações que acompanhamos no dia a dia dos acontecimentos?
Diante dessa realidade, sempre tive uma inquietação de escrever um pouco sobre essa questão determinada, dentro do inexorável fato da morte (em grego: tànathos). Se existe um dia marcado para morrer, como afirma o chamado senso comum, quem o determinou? Os cristãos responderiam que é Deus quem prescreveu o destino e a hora final de cada um. Como ficaria a questão para as pessoas de outras confissões religiosas? E os que não acreditam em Deus? Para os que acreditam em Deus, se há uma pré-determinação do destino, hora e dia final para cada um, onde é que fica o pressuposto da liberdade humana, que é dada a cada ser humano para a vivência de sua vida com autonomia. Alguém poderia questionar: mas diante de tantas injustiças por aí, será que há autonomia? Isso é outra questão que merece uma reflexão sociológica, mas que não tem haver com nossa discussão em pauta.
O que propomos questionar aqui é sobre o destino e a morte. Creio que a resposta poderá ser dada por cada um em particular. Estou apenas levantando a poeira debaixo do tapete. Outra questão que coloco é a seguinte: se há um dia marcado para morrer, determinado por Deus ou outro ser superior, em vez da Justiça prender este ou aquele, não deveria dar um troféu para o assassino que mata sem dó ou piedade? Porque se há esse dia marcado, ele não estaria sendo apenas um instrumento de aplicação daquilo que foi determinado? Não é um caso a se pensar? E as pessoas que se suicidam? Não se trata de uma decisão autônoma ou desespero ou distúrbio psicológico ou até mesmo outra coisa?
Relembramos o triste caso da criança Isabella de Oliveira Nardoni, de cinco anos de idade, que foi jogada do apartamento de seu pai localizado, no sexto andar do Edifício London, no distrito da Vila Guilherme, em São Paulo, na noite do dia 29 de março de 2008. O caso gerou grande repercussão nacional e, em função das evidências deixadas no local do crime, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da criança, atualmente são réus de ação penal e respondem por homicídio doloso triplamente qualificado. Para aqueles que acreditam que existe um dia marcado para morrer, será que seria este o destino determinado por Deus ou outro ser superior, para uma criança de 5 anos, linda e totalmente inocente? Que Deus seria este, não é mesmo!
Portanto, concluo nossa reflexão retomando a questão: existe realmente um dia marcado para morrer? Colocando de lado as questões sociais que nos oprimem e sufocam nosso bem estar, o destino de cada um está pré-determinado ou somos nós os protagonistas de nosso próprio destino? Seriamos meros robôs programados pelo Criador? Creio que basta pensar um pouco para obter uma resposta plausível.
* José Geraldo Soares Barbosa é jornalista, formado também em Filosofia pela PUC-MG e Teologia pelo Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus, de Belo Horizonte-MG.




tambem nao acredito nessa tese que existe um dia marcado pra morrer somos responssavei pelos nossos atos,ja perdii muitos amigos e fico inconformado com isso pois era jovens cheio de vida so que causaram sua propria morte ou outros causarao isso,a respeito do destino ce focemos robôs adao e eva nao teria pecado,deus fez eles perfeitos mais assim mesmo com direitos de escolha quando morremos talvez nao por nossa culpa talvez acidentes forças da natureza,doenças ou ate mesmo inocente total como uma bala perdida nao pensso q a vida seja injusta nao mais sim o sistema que vivemos eles sim e injustoo!quem leu obrigadoo pelo seu tempo e so minha opniao nao quero entrar em contradiçao com niguen !felicidades……..