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quinta-feira, 5 de junho de 2008 - 11h41 - da Redação

Amazônia perde área do tamanho da cidade do Rio


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O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais) divulgou na tarde desta segunda-feira os números sobre o desmatamento na Floresta Amazônica, no mês de abril. Segundo o Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), aumentou o desmatamento em relação ao mês de março. Em abril, foram 1.123 km² da Floresta Amazônica que sofreram  corte raso ou degradação progressiva. A área é equivalente à cidade do Rio de Janeiro – 1.182 km². No mês anterior, esse dado foi somente de 145 km².

Amazônia perde área equivalente à cidade do Rio de JaneiroA grande diferença se deve ao fato de 69% do Mato Grosso (78% no total), em março, não ter sido observado pelos satélites, por causa da presença de nuvens. No mês de abril, 794,1 km² foram devastados somente nesse estado, que não foi avaliado em apenas 14% do território (53% no total). Roraima é segundo estado com maior desmatamento com 284,8 km² com 18% de sua área encoberta.

O Deter apura apenas desmatamentos com área maior que 25 hectares, por conta da resolução dos sensores espaciais. Entretanto, devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema, informa o Diário do Grande ABC.

Na entrevista coletiva em que avaliou os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) sobre o desmatamento na Amazônia em abril, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez uma previsão pessimista em relação aos dados anuais que serão consolidados em agosto pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes). ‘Muito dificilmente o desmatamento será menor que no ano passado. Chegamos ao segundo nível mais baixo dos últimos 15 anos e sempre que se chega nesse nível surgem pequenos aumentos, que poderão ser estimulados pelos preços internacionais favoráveis à soja e carne’, afirmou Minc, que responsabiliza essas atividades produtivas pelo aumento da devastação.

A previsão do ministro encontra amparo em medições do Inpe pelas quais o aumento na área desmatada na Amazônia Legal passou de 4.974 km², entre 2006 e 2007, para 5.850 km² de agosto de 2007 até o mês de abril de 2008. O ministro relativizou, porém, o impacto negativo que o recrudescimento da destruição da floresta possa ter. Ele enfatizou a necessidade de se pensar em soluções duradouras para o problema. ‘Nossa guerra não é apenas com número. O objetivo é lançar as bases de um novo modelo de desenvolvimento. Nossa guerra é substituir o modelo predatório atual, que empobrece o povo e destrói a floresta. Queremos um modelo em que floresta possa ser preservada como banco genético importante e que o povo tenha condição de vida melhor’, disse Minc, segundo o JC Online.

Aproveite e participe nesse momento da Ação pelo Meio Ambiente – Revistas Fanzini e Metropoli, que está acontecendo hoje, dia 5 de junho, até as 15 horas na Praça Melo Viana, em frente à E. E. Dr. Arthur Bernardes.

Faça sua parte para um planeta mais sustentável!

 

 

Fonte: Revista da Semana, com informações do Diário do Grande ABC e JC Online.

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