Uma parceria entre os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia está mobilizando universidades e institutos federais para integrarem o Ciências sem Fronteira, um programa de internacionalização que beneficia alunos que cursam desde o nível médio até o pós-doutorado. Para apresentar a proposta, o assessor internacional do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Rivadavia Porto Cavalcante, se reuniu com representantes das Pró-Reitorias de Ensino e de Pesquisa e Inovação na manhã desta sexta-feira, 17, na sede da Reitoria.
Durante a reunião, foram abordados os acordos internacionais já firmados entre o IFTO e instituições francesas e canadenses, que possibilitarão, dentre outras ações, a graduação sanduíche e o intercâmbio de estudantes e professores. De acordo com Cavalcante, o programa Ciência sem Fronteira é uma inovação e pretende fortalecer a atuação do Brasil nas áreas engenharias, além de desenvolver a ciência, educação e tecnologia em outras áreas.
No primeiro momento, será realizado um levantamento de cursos para integrarem o programa Ciência sem Fronteiras. As propostas serão apresentadas num edital de cadastramento, que será lançado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em conjunto com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A previsão é que o edital seja divulgado ainda em setembro desse ano.
Uma equipe de trabalho será formada por representantes da Assessoria Internacional do IFTO e membros das Pró-Reitorias de Ensino e Pesquisa e Inovação, que levarão a proposta dos acordos internacionais aos campi a fim de definir as áreas de atuação que integrarão o programa.
Ciência sem Fronteira
O programa pretende atender, até 2014, 75 mil estudantes que poderão ir ao
exterior com bolsas de estudo e passagens áreas pagas, além de seguro médico.
Uma das novidades é a concessão de bolsas a estudantes de cursos técnicos de nível médio — serão três mil em três anos. Além dos estudantes de cursos técnicos, serão beneficiados os de educação profissional.
O novo programa pretende atender áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país. Dada a escassez de mão de obra qualificada em engenharia e tecnologia, tais setores serão o ponto central da iniciativa. Os primeiros bolsistas devem ser selecionados no primeiro semestre de 2012.



