
Foto Ilustrativa
A prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, reuniu ontem (2) cerca de 100 diretores das escolas municipais, entre atuais e eleitos, para mostrar a experiência da Rede pela Paz na redução da violência escolar em Belo Horizonte. Os profissionais conheceram como a Rede atua na administração dos conflitos e cria uma cultura de paz dentro das escolas.
A coordenadora da Rede, Jaqueline Vilaça, esclareceu os diretores sobre o papel de cada integrante da comunidade escolar em casos de indisciplina e infração, mostrando como Belo Horizonte resolve os problemas. A Rede pela Paz surgiu em 1998, a partir de um projeto de formação de professores em seminários e palestras. Em 2002, foram tomadas ações mais efetivas para prevenir a violência escolar, atuando diretamente nas escolas municipais da capital e compartilhando a responsabilidade com outros poderes públicos. Hoje, como um programa, a Rede elabora e implementa políticas públicas de educação para enfrentar a violência escolar, coordenando ações de formação de 425 professores, mediação, articulação e intervenção. A Rede estabelece ainda parcerias com a Polícia Militar e Guarda Municipal de Belo Horizonte.
“Os casos de violência efetiva na Rede Municipal de Belo Horizonte acabaram. Temos hoje casos pontuais, isolados, trazidos pela violência polissêmica social e que acabam eclodindo no interior da escola”, afirma a coordenadora da Rede pela Paz.
A diretora da escola municipal Nádia Lúcia Ferreira Alves, Alexandrina Guimarães, esclarece como a falta segurança está presente na Rede Municipal de Ensino de Sete Lagoas. “A violência começa desde os quatro anos e segue para além da adolescência, com agressões físicas e verbais. As crianças levam até estiletes e faquinhas para as salas de aula”, comenta.
A secretária de Educação, Maria Lisboa, reconhece a violência escolar e busca alternativas para o problema. “Não podemos ficar de braços cruzados, sem buscar amenizar a questão e educar as crianças”. Maria Lisboa entende que o sucesso da Rede na redução da violência pode ser um exemplo para a realidade local. “A partir dessa experiência da Rede pela Paz, podemos construir um modelo semelhante, e não idêntico, para Sete Lagoas, trabalhando a violência na escola com professores, diretores, pais e sociedade”, argumenta.
Os diretores presentes na palestra receberam ainda uma cartilha com dicas para mudar os hábitos e reforçar atitudes que podem aumentar a segurança, com sugestões sobre como atuar em determinadas situações.
Fonte:Assessoria de Comunicação- Prefeitura de Sete Lagoas



