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segunda-feira, 14 de abril de 2008 - 11h38 - da Redação

O que deve ser falado em reunião de pais e mestres?


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Eduque o professor do seu filhoReunião de pais não deve abordar reclamações individuais. Pesquisa aponta essa e outras iniciativas para melhorar o rendimento dos alunos.

Quando a escola do seu filho informa que vai fazer uma reunião, você já começa a se preparar para ouvir reclamações sobre mau comportamento? Pois fique sabendo que você não é a única a se incomodar com as velhas queixas dos professores. É o que aponta uma pesquisa com pais de alunos de escolas públicas, realizada pelo Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial.

Para 93% dos entrevistados, “indisciplina” é o tema mais abordado em reuniões de pais e mestres. Uma pena. Não é novidade para ninguém que o envolvimento da família na educação é importante para o sucesso da aprendizagem. Mas a escola do seu filho talvez não saiba que reunião é um encontro de educadores: de um lado, estão os professores e, de outro, você, seu marido e outros pais de alunos. Todos em defesa de um ensino de qualidade.

O DIPLOMA QUE NUNCA TIVE

O maior sonho da dona-de-casa Edna Araújo é ver as filhas Camila, 5 anos, e Mayara, 9, formadas na faculdade e com uma pós-graduação no currículo. “O estudo é o único bem que elas terão, garantido, para o resto da vida”, justifica. Edna crê que as meninas terão uma história diferente da sua. “Quando eu era criança, não tive oportunidade de estudar, pois não havia escolas próximas de onde eu morava.”

Ela já está fazendo economias para quando as meninas entrarem na faculdade. “A expansão das vagas nas universidades particulares e a ampliação das oportunidades de bolsas oferecidas pelo Governo Federal e pelo Prouni melhoraram as expectativas dos estudantes das escolas públicas e de suas famílias”, avalia Oliveira, do Fernand Braudel.

FALANDO A GENTE SE ENTENDE

Talvez o professor do seu filho não tenha se dado conta, mas uma boa reunião de pais acontece para tirar dúvidas, falar sobre avaliação, explicar como os conteúdos serão trabalhados, tratar de atividades extracurriculares e abordar muitos outros temas.
“Casos específicos de mau comportamento devem ser tratados em entrevistas particulares”, explica Zélia Cavalcanti, coordenadora do centro de formação de professores da Escola da Vila, em São Paulo.

Realizada em parceria com a Fundação Victor Civita, a pesquisa contou com a participação de 840 pais de estudantes do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio de escolas municipais e estaduais paulistanas. Confira, a seguir, os destaques do estudo.

ECONOMIA PARA COMPRAR UM COMPUTADOR

A pesquisa mostra que a internet está presente em 27% das residências dos pais entrevistados. É o que aconteceu com o lar da dona-de-casa Jailda Oliveira. Cansada de ver suas filhas sem internet para fazer as lições escolares, ela recorreu às economias para garantir a inclusão digital de Mayara, que está na 7ª série, e Maely, que acaba de ingressar no ensino médio.

“Com muito esforço, meu marido e eu compramos um computador, assinamos um plano de internet e matriculamos as meninas em uma escola para aprender a lidar com o equipamento”, afirma. “Agora, elas não precisam ir a uma lan house para manter contato com colegas, ler notícias e fazer trabalhos da escola”, comemora.

DESTAQUES DA PESQUISA

■ Apenas 2% dos entrevistados concluíram o ensino superior, mas a maioria acredita que os filhos vão fazer faculdade.
■ Um terço dos participantes da pesquisa prefere que os filhos façam as tarefas e pesquisas da escola em lan houses.
■ O curso de computação é o mais pedido entre os pais, superando as solicitações por aulas de reforço em matemática e em português.
■ O acesso à informática ainda está começando: apenas 36% das famílias entrevistadas têm um computador em casa.

Fonte: Revista Ana Maria – Por Adriana Toledo

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