As escolas municipais do campo começam a definir os rumos do ensino para 2011. Em visitas a cada comunidade, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, e o Conselho Municipal de Ensino (CME) apresentam propostas para criar um ambiente favorável ao aprendizado e valorização das diferenças. Educação em tempo integral, ampliação da oferta do sexto ao nono ano, mudança no horário de início das aulas e formato das futuras oficinas são os temas debatidos com pais de alunos e professores nas localidades. As reuniões, iniciadas em agosto, já aconteceram na Estiva e Silva Xavier. Na semana passada, foi a vez da Lontra.

Secretário de Educação, Fernando Campos, leva proposta de modificação no ensino-aprendizagem nas escolas do campo. Decisão fica a cargo da comunidade escolar.
O secretário de Educação, Fernando Campos, analisa que, “nas escolas do campo, cada comunidade tem suas particularidades e elas precisam ser valorizadas. Em educação, não podemos tratar todos da mesma forma”. De acordo com a presidente do CME, Elisiane Batista, os encontros levam a noção de que os currículos das instituições municipais de ensino da zona rural devem ser diferentes, visando atender as demandas localizadas. “Não tem como tratar a escola rural como a urbana. A realidade é outra”, ressalta Elisiane.
MUDANÇAS PROPOSTAS
Para trazer mais segurança e rendimento durante as aulas, as comunidades escolares da zona rural decidem se abrem as escolas uma hora mais tarde, às 8h. “Existem alunos que acordam de madrugada para chegarem a tempo”, conta Elisiane.
Com o objetivo de evitar que crianças de 11 anos façam longos percursos para estudarem nas áreas centrais de Sete Lagoas, outra proposta planeja a implantação do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, além da Educação Infantil. “A intenção é que o menino não saia tão novo de perto da guarda dos pais”, diz a presidente do CME.
Os conhecimentos e valores característicos das localidades também poderão fazer parte da grade curricular por meio das oficinas após as aulas, oferecendo a troca de vivências e experiências entre professores e alunos, em uma educação em tempo integral.
EDUCAÇÃO NO CAMPO
Essa nova forma de pensar a educação atenta à diversidade nas escolas municipais do campo é trabalhada pela Secretaria de Educação desde 2009, quando educadores de Sete Lagoas ingressaram na formação oferecida pelo Ministério da Educação para que conheçam e compartilhem a realidade da comunidade, permitindo a elaboração de aulas criativas e interativas apoiadas por materiais didáticos e pedagógicos diferenciados dos currículos das escolas dos centros urbanos. “O MEC quer mudar o paradigma de que a criança do campo não sabe nada”, explicou a técnica pedagógica da Secretaria Nacional de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/MEC, Sirlei Rocha, durante avaliação do desempenho do programa na cidade em março.
As próximas reuniões estão planejadas para a Lontrinha e Barreiro.




Sou professora do Curso de Formação de Docentes em nível médio, em Maringá, Paraná. Pesquisando sobre Educação no Campo cheguei nesta página, a qual considerei muito importante. Pensar e discutir uma educação com a características dos educandos é sem dúvida uma das prioridades da educação. Parabéns à professora Sirlei Rocha e os demais educadores pelo evento. Sou natural de Bom Despacho, vim de lá com 3 anos de idade. sou educadora há 46 anos. Meu maior desejo é que a educação neste país melhores cada vez mais.
Um grande abraços a todos os colegas daí.
Maria Simões de Brito