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sexta-feira, 19 de março de 2010 - 09h23 - por Tiago Reis

Congado sete-lagoano se torna patrimônio imaterial


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O Congado é uma das mais expressivas tradições da matriz africana documentada em nosso País. Também conhecida como Reinado Congada ou Irmandade, é exemplo ímpar da riqueza cultural brasileira. Em Sete Lagoas a prática congadeira é bastante antiga e difundida, ostentando em seu histórico nomes de grandes figuras do presente e do passado.

É importante destacar que Sete Lagoas atualmente desponta como um importante reduto da cultura afro-brasileira, possuindo mais de 20 guardas de congado e inúmeras casas de umbanda, além de vários sambistas, ritmistas, capoeiristas, grupos de hip-hop, rappers e breakers que não deixam dúvidas quanto à diversidade e vitalidade do patrimônio cultural imaterial de Sete Lagoas e de seus arredores.

Diante disso, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, durante Sessão Plenária realizada na terça (16/03), a Redação Final do Projeto de Lei n° 105/2009, de autoria do vereador Renato Gomes (PV), “que declara o Congado Sete-lagoano Patrimônio Imaterial do Município”. A proposição agora segue para o executivo, para sanção da lei.

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Define-se como Patrimônio Imaterial, para efeitos da Lei que está sendo criada: as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas; os instrumentos, objetos, artefatos e lugares que lhes são associados; as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos que se reconhecem como parte integrante do universo do Congado Sete-lagoano.

Segundo a proposição, o registro de Patrimônio Imaterial será realizado um procedimento administrativo pelo qual o poder público deverá inventariar, reconhecer, proteger e inscrever em livro próprio – a ser adotado a partir da efetivação da Lei –, o Congado Sete-lagoano como Patrimônio Imaterial, a fim de garantir a continuidade de expressões culturais e religiosas referentes à memória, à identidade e à formação da comunidade congadeira do Município, para o conhecimento das gerações presente e futura.

Para o vereador Renato Gomes, além do congado, a cidade deve ser conhecida pela variedade e exuberância das suas tradições populares: “como pastorinhas, quadrilhas, rezadeiras, benzedeiras, folias de reis e de São Sebastião, que fazem deste Município um lugar sublime, quase sagrado”, citou.

Para o parlamentar, apesar da existência de todas essas manifestações, muita pouca atenção tem sido dada às práticas culturais da região – tanto por parte do poder público local, quanto pela elite econômica regional –, que acabam sendo fruto do descaso e preconceito daqueles que vêem com maus olhos as tradições dos povos negros: “portanto, tornar o Congado Sete-lagoano Patrimônio Imaterial será enaltecer a importância desta atividade cultural e religiosa, possibilitando que políticas públicas sejam desenvolvidas para a sua valorização”, avalia Renato Gomes.

Fonte: Secretaria Especial de Comunicação da Câmara

1 comentário sobre “Congado sete-lagoano se torna patrimônio imaterial”


  • Maria Tereza de Jesus disse:

    Preocupemos sim, com o folclore e com as tradições de Sete Lagoas e isso inclui o congado, mas não podemos generalizar, confundir tradições populares com movimentos que pregam o ocultismo e negam a palavra de Deus em Cristo Jesus.

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