A Biblioteca Pública Municipal Dr. Avellar traz à Sete Lagoas a exposição itinerante sobre a escritora Alaíde Lisboa, expoente nacional da literatura infanto-juvenil. A abertura do evento aconteceu na última sexta-feira (11/09), com homenagens à filha da autora, Maria Lisboa, secretária de Educação de Sete Lagoas. A exposição comemora o centenário da escritora, ocorrido em 2004, e faz parte da programação da Biblioteca Estadual Luiz de Bessa para as cidades de Minas Gerais. A mostra, com clássicos como “Bonequinha Preta”, “Bonequinha Doce” e “Era uma vez um abacateiro”, acontece durante três semanas e está aberta ao público.
De acordo com a organizadora da exposição itinerante em Sete Lagoas, Flávia Ferreira, a Biblioteca Municipal trouxe o evento para o município devido ao crescente interesse das escolas em trabalhar os temas dos livros de Alaíde Lisboa, considerados como atuais, mesmo sendo escritos no século passado.
A Biblioteca Municipal amplia a programação prevista para a exposição e abre espaço para que crianças de 17 escolas conheçam, a partir dessa segunda-feira (14/09), as obras de Alaíde Lisboa, através do antigo hábito de contar histórias.
A Literatura Itinerante procura a formação de novos leitores. “O objetivo dessa exposição e do resgate da tradição de contar histórias para as crianças é despertar o desejo e o interesse pela leitura”, afirma a organizadora Flávia. Segundo Avelar, “o livro é um baú de encantamentos que tem seu lugar na cabeceira, apesar do computador”.
Na abertura da exposição, Gilberto Avelar assumiu a missão de narrar a obra “Era uma vez um abacateiro” para crianças das escolas municipais Pedro Chaves e Virgílio Pacheco e do projeto AABB Comunidade. “Esse livro é uma lição de vida. A obra resgata a memória da convivência com os filhos, com uma linguagem verdadeira, que aguça o imaginário, trazendo lições de sensibilidade, amor e valor à natureza”. Para ele, as histórias fomentam a leitura e desenvolvem sensos de humanização socialização. “Ao narrar histórias, quero trazer algo de bom para quem ouve, trabalhar o imaginário e trazer alguma lição de vida através da narrativa”, ensina.
A Secretária de Educação, Maria Lisboa, filha de Alaíde, é uma das personagens do livro que as crianças de Sete Lagoas irão conhecer. Para Maria, “o escritor tem para a população um significado especial. Ele traz sonhos, provoca o imaginário, se aproximando da fada, das figuras da fantasia. Essa exposição mostra o escritor enquanto ser humano, no sentido de dizer que todos nós podemos ser escritores”.
O prefeito Mário Márcio Maroca aproveitou a ocasião e contou uma de suas histórias para as crianças presentes na biblioteca. “Eu aprendi a nadar com seis anos após ouvir uma história da terra encantada na Mata da Central, na Serra de Santa Helena. Sonhei com isso a vida toda. Vocês podem chegar à terra encantada, que vão encontrar todos os seus personagens”, expõe. Na visão do prefeito Maroca, “a fantasia faz parte da vida. O que o ser humano vai levar para a vida são as experiências da infância, com suas histórias e fantasias”.
Cultura para todos
A Biblioteca Pública Municipal, desde janeiro sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação, adere também a uma nova visão de cultura e conhecimento para a cidade. Segundo o secretário de Cultura e Comunicação, Fredy Antoniazzi, o Projeto Literatura Itinerante está ligado à concepção da prefeitura em descentralizar as ações e atrações culturais. “A cultura, em Sete Lagoas, deve chegar ao maior número de cidadãos”, afirma.
Fonte: SECOM Sete Lagoas – www.setelagoas.mg.gov.br.




